O novo GAME

O novo GAME: quem vai ganhar dinheiro na economia?

NEGÓCIOS

Existe uma mudança acontecendo na economia mundial que pode ser maior do que uma simples troca de tecnologias, plataformas ou hábitos de consumo. O comércio está mudando, o trabalho está mudando, o comportamento do consumidor está mudando e, por consequência, a própria forma de criar e capturar valor também está mudando. A pergunta que começa a surgir é simples, mas difícil de responder: quem vai ganhar dinheiro no novo jogo econômico?

Essa pergunta não surgiu da observação de uma única empresa ou tecnologia. Ela aparece quando começamos a colocar diferentes acontecimentos lado a lado. Restaurantes passaram a depender de aplicativos para encontrar clientes, consumidores passaram a comprar dentro das próprias redes sociais, motoristas passaram a trabalhar conectados a plataformas e pequenos comerciantes passaram a disputar atenção em ambientes controlados por algoritmos. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial começou a modificar atividades que durante muito tempo dependeram exclusivamente do trabalho humano. Talvez estejamos olhando para peças diferentes do mesmo quebra-cabeça.

O novo GAME

Para entender essa transformação, não basta olhar para o comércio brasileiro, para o crescimento do iFood, para o avanço do TikTok Shop ou para a popularização da inteligência artificial isoladamente. É preciso olhar para o tabuleiro maior: Estados Unidos, China, Europa, guerras, comércio internacional, juros, capital, tecnologia e a disputa pelo controle das cadeias produtivas. É nesse cenário que começa a aparecer uma pergunta muito mais importante do que simplesmente descobrir qual será a próxima tecnologia da moda: quem está produzindo, quem está intermediando e quem está capturando o valor criado?

O novo GAME começa no tabuleiro mundial

O Fundo Monetário Internacional projeta crescimento global de 3% em 2026 e 3,4% em 2027. Isso significa que a economia mundial não está simplesmente entrando em um processo de colapso, apesar das diversas tensões existentes. Ao mesmo tempo, o crescimento ocorre de maneira desigual e é influenciado por conflitos, riscos financeiros, inflação e fragmentação geopolítica. O investimento relacionado à inteligência artificial também começa a criar uma nova fonte de demanda e produtividade.

É justamente essa combinação que torna o momento interessante. O mundo continua crescendo, mas as regras pelas quais empresas, governos e consumidores tomam decisões estão mudando. Não estamos necessariamente diante do fim da economia como conhecemos, mas diante de uma transformação na forma como o dinheiro circula, como os produtos chegam ao consumidor e como empresas conseguem capturar valor.

Essa é a primeira conclusão desta investigação: o mundo não está necessariamente entrando em uma era de colapso econômico. Está entrando em uma era de transformação econômica.

E transformação econômica significa que alguns modelos podem perder espaço enquanto outros surgem. Para o empresário, isso muda a pergunta. Em vez de olhar somente para aquilo que está crescendo hoje, talvez seja necessário entender quais comportamentos estão criando as oportunidades de amanhã.

Estados Unidos e China: o centro do novo tabuleiro

Durante décadas, a globalização foi apresentada principalmente como um processo de integração. Empresas produziam onde fosse mais barato, vendiam para o mundo inteiro e buscavam eficiência em escala global. Essa lógica continua existindo, mas agora convive com uma preocupação que ganhou peso: a segurança econômica e estratégica.

Estados Unidos e China são os dois grandes polos dessa disputa. Os Estados Unidos continuam concentrando enorme poder financeiro, tecnológico e empresarial, especialmente em áreas como inteligência artificial, software, semicondutores, finanças e plataformas digitais. Ao mesmo tempo, Washington vem utilizando tarifas, política industrial e restrições tecnológicas como instrumentos para reduzir dependências estratégicas e fortalecer setores considerados importantes para a segurança nacional.

O novo GAME Estados Unidos e China

A China, por sua vez, consolidou uma gigantesca capacidade industrial e exportadora. O problema é que sua capacidade de produção cresce mais rapidamente do que alguns segmentos de sua demanda doméstica. O material desta investigação aponta que, em agosto de 2026, o país registrava superávit comercial superior a US$ 1 trilhão enquanto enfrentava dificuldades relacionadas à demanda interna.

Esse desequilíbrio ajuda a explicar por que o comércio internacional está ficando mais complexo. A China precisa encontrar mercados para sua produção, enquanto os Estados Unidos tentam proteger setores considerados estratégicos. A Europa também busca proteger sua indústria diante da concorrência internacional, enquanto países emergentes precisam encontrar espaço para crescer sem serem simplesmente transformados em mercados consumidores.

Portanto, não estamos apenas diante de uma guerra comercial. Estamos diante de uma disputa sobre quem produz, quem domina a tecnologia, quem controla as cadeias de fornecimento e quem captura o valor produzido pela economia mundial.

O capitalismo está mudando?

Talvez essa seja a pergunta filosófica mais importante desta investigação. O capitalismo tradicionalmente recompensa quem consegue combinar capital, trabalho, tecnologia, produção e distribuição para atender uma demanda. A transformação digital, porém, introduziu uma variável que ganhou uma força enorme: a intermediação em escala.

Uma empresa pode não fabricar o produto final e ainda assim controlar uma parcela enorme da cadeia econômica. Um marketplace não precisa fabricar os produtos que vende. Uma plataforma de transporte não precisa possuir os veículos. Uma plataforma de delivery não precisa cozinhar. Uma rede social não precisa produzir os produtos anunciados. Uma empresa de tecnologia pode controlar a infraestrutura por meio da qual milhões de produtores encontram seus consumidores.

Isso não significa que os intermediários não produzam valor. Produzem. Eles resolvem problemas de logística, pagamento, descoberta, comunicação, confiança e conveniência. O ponto que considero importante é outro: quando a intermediação se torna poderosa demais, quem passa a controlar a relação econômica?

Essa pergunta não é uma acusação contra uma empresa específica. É uma questão sobre o funcionamento do mercado. Se o produtor precisa da plataforma para encontrar o consumidor, enquanto a plataforma consegue substituir ou reorganizar produtores com relativa facilidade, existe uma mudança na relação de poder.

É essa mudança que quero investigar no novo GAME.

Do produtor para a plataforma

Durante muito tempo, o pequeno comerciante tinha uma relação relativamente direta com o consumidor. O restaurante conhecia seus clientes, a loja conhecia seus compradores, o barbeiro conhecia sua clientela e o vendedor construía sua reputação diretamente com quem comprava.

Hoje, cada vez mais, essa relação pode assumir outra forma: produtor → plataforma → algoritmo → consumidor.

O restaurante produz a comida, mas a plataforma pode controlar parte importante da descoberta, do pagamento e da entrega. O motorista oferece o transporte, mas a plataforma controla a conexão entre motorista e passageiro. O comerciante possui o estoque, mas o marketplace controla uma parcela importante da descoberta e da transação. O criador produz conteúdo, mas a plataforma decide quanto alcance aquele conteúdo receberá.

Essa mudança cria uma pergunta empresarial que considero fundamental: você possui um negócio ou possui apenas uma conta dentro de uma plataforma?

Pode parecer uma provocação, mas existe uma diferença enorme entre as duas coisas. Uma empresa que possui marca, relacionamento com clientes, base própria, conhecimento, dados e canais independentes constrói ativos que podem sobreviver à mudança de uma plataforma. Já um negócio que depende exclusivamente de um aplicativo ou rede social pode descobrir que uma mudança de algoritmo, comissão ou política comercial altera completamente sua capacidade de vender.

Talvez uma das grandes disputas empresariais da próxima década seja justamente essa: produzir valor é importante, mas controlar o caminho até o consumidor pode ser ainda mais importante.

E então chegamos ao Brasil

O Brasil está inserido nesse cenário mundial, mas possui problemas próprios. O país precisa conviver simultaneamente com juros elevados, necessidade de controle inflacionário, dívida pública, dificuldades fiscais, baixa produtividade e necessidade de investimento.

O segundo trimestre de 2026 mostrou essa tensão. O PIB brasileiro cresceu 0,5% em relação ao trimestre anterior, abaixo dos 1,1% registrados no primeiro trimestre. O consumo das famílias caiu 0,4%, enquanto a taxa básica de juros permanecia elevada.

O relatório Focus divulgado no final de agosto projetava crescimento de apenas 1,92% para o PIB brasileiro em 2026, inflação de 5,01% e Selic de 13,75% no final do ano.

O FMI, por outro lado, avalia que a economia brasileira permanece resiliente e projeta crescimento em 2026, destacando fatores estruturais e a implementação da reforma tributária do consumo, mas também recomenda maior esforço fiscal para colocar a dívida pública em trajetória mais sustentável.

Não quero transformar isso em uma disputa política sobre quem está certo. O que me interessa é a consequência empresarial. Capital caro muda comportamento. Se o dinheiro custa caro, o empreendedor pensa duas vezes antes de investir, o consumidor pensa duas vezes antes de financiar, a empresa pensa duas vezes antes de contratar e o investidor pode preferir determinados ativos financeiros a projetos produtivos.

Isso muda o ambiente em que o pequeno empresário precisa trabalhar. E quando o capital é caro, encontrar maneiras de vender, distribuir e operar com eficiência deixa de ser apenas uma questão de crescimento. Passa a ser uma questão de sobrevivência.

A tecnologia democratizou a venda, mas concentrou a atenção

Existe uma contradição interessante acontecendo ao mesmo tempo. Enquanto o capital físico continua caro, o capital digital está se tornando extraordinariamente poderoso.

Um pequeno empresário pode abrir uma loja virtual, anunciar no Instagram, vender pelo WhatsApp, aparecer no TikTok, utilizar um marketplace, contratar logística de terceiros, utilizar inteligência artificial, produzir conteúdo e automatizar o atendimento. Nunca foi tão barato acessar determinadas ferramentas que antes estavam disponíveis principalmente para empresas maiores.

Mas existe um problema: nunca foi tão difícil controlar a atenção do consumidor.

A tecnologia democratizou a capacidade de vender, mas também concentrou uma parte enorme do poder de distribuição em algumas plataformas. O empresário pode ter acesso às ferramentas, mas continua disputando a atenção dentro de ambientes que não controla completamente.

Isso muda a estratégia. Talvez o objetivo de um negócio moderno não possa ser apenas vender através das plataformas. Ele precisa utilizar as plataformas sem necessariamente se tornar completamente dependente delas.

A pergunta passa a ser: como transformar um consumidor encontrado em uma plataforma em um relacionamento que pertence à própria empresa?

O consumidor também está mudando

É aqui que nossa investigação começa a ficar ainda mais interessante. Talvez o consumidor não esteja simplesmente consumindo menos. Talvez esteja consumindo diferente.

Uma pessoa que deixa de frequentar uma balada não necessariamente deixou de gastar dinheiro com lazer. Pode estar gastando com academia, corrida, ciclismo, estética, viagens, streaming, jogos, experiências ou alimentação. Uma pessoa que não compra um carro pode gastar com Uber e 99. Uma pessoa que não compra determinados produtos em uma loja pode comprar pela internet.

Existe ainda uma hipótese particularmente interessante apresentada no material desta investigação: o chamado “doom spending”, descrito como pequenos gastos usados como compensação diante da percepção de que grandes objetivos financeiros se tornaram mais distantes.

Não considero correto transformar essa hipótese em uma explicação definitiva para toda a sociedade. O comportamento humano é muito mais complexo. Mas existe uma pergunta empresarial que podemos fazer: para onde está migrando o dinheiro que antes era gasto de outra maneira?

Essa pergunta muda completamente a forma de observar o mercado. Se determinada categoria perde consumidores, não significa necessariamente que o dinheiro desapareceu. Pode significar que ele encontrou outro destino.

Da balada para a academia

Existe uma observação que merece investigação: a mudança de parte do lazer noturno para atividades relacionadas ao corpo, saúde, estética e performance.

A hipótese não é simplesmente afirmar que “a balada acabou”. Isso seria uma conclusão simplista. A questão mais interessante é saber se uma parcela do significado social do lazer está mudando e, consequentemente, se o dinheiro e o tempo dos consumidores também estão mudando de destino.

Durante muito tempo, determinados espaços de sociabilidade estavam associados a bares, festas e vida noturna. Agora existe uma valorização crescente de atividades como academia, corrida, ciclismo, esportes e bem-estar. Isso não significa que um comportamento eliminou o outro, mas pode indicar uma mudança na maneira como algumas pessoas escolhem gastar dinheiro, tempo e energia.

Para quem empreende, essa diferença é importante. Quando uma categoria perde relevância, não procure apenas o que morreu. Procure quem recebeu o dinheiro que saiu dela.

Essa pode ser uma das regras mais interessantes do novo GAME.

O problema dos intermediadores

É aqui que entram iFood, Uber, 99, marketplaces e outras plataformas. Não considero correto afirmar automaticamente que essas empresas “não produzem nada”. Elas produzem infraestrutura de mercado e resolvem problemas reais de logística, pagamento, descoberta, comunicação e conveniência.

Mas existe uma transformação econômica que merece ser observada. O restaurante assume aluguel, funcionários, equipamentos, estoque, desperdício, energia e impostos. O motorista assume veículo, combustível, manutenção e depreciação. O entregador assume veículo, tempo e riscos da atividade. A plataforma conecta essas pontas e pode controlar uma parcela importante da distribuição.

Então aparece uma pergunta que considero legítima e necessária: quem fica com o risco e quem fica com o poder de distribuição?

Não existe uma resposta única para todos os setores. Também não significa que a plataforma seja necessariamente a parte “ruim” da relação. O problema está em entender como o valor é dividido quando uma empresa controla uma parte cada vez maior do caminho entre quem produz e quem consome.

Para o pequeno empresário, essa questão é especialmente importante porque assumir o risco da operação e, ao mesmo tempo, depender de terceiros para acessar o consumidor pode criar uma combinação perigosa.

Então o comércio está morrendo?

Talvez essa seja a pergunta errada.

O comércio tradicional está sendo pressionado, mas isso não significa que as pessoas deixaram de comprar. O que está mudando é a forma como elas descobrem produtos, comparam preços, escolhem empresas e realizam pagamentos.

O comerciante que simplesmente espera o cliente entrar pela porta está em uma situação diferente daquele que possui marca, comunidade, dados, relacionamento, recorrência e múltiplos canais de venda. O restaurante dependente de uma única plataforma está em situação diferente daquele que utiliza plataformas para aquisição, mas também constrói sua própria base de clientes.

Da mesma forma, o pequeno empresário que depende exclusivamente do Instagram está em situação diferente daquele que também possui site, WhatsApp, cadastro, conteúdo e relacionamento direto.

Por isso, talvez não estejamos assistindo ao fim do comércio. Estamos assistindo ao fim de determinadas formas de fazer comércio.

Essa diferença é fundamental porque o desaparecimento de um modelo não significa necessariamente o desaparecimento da oportunidade. Muitas vezes significa justamente o contrário.

E o que vai sobrar?

Provavelmente aquilo que a tecnologia consegue baratear será cada vez mais automatizado. Aquilo que a plataforma consegue intermediar será cada vez mais intermediado. Aquilo que a inteligência artificial consegue comparar será cada vez mais comparado por máquinas.

Mas existe uma parte da economia que continuará exigindo presença física, confiança, experiência, relacionamento, criatividade, cuidado, execução e produção real. Construir, cozinhar, cuidar, consertar, instalar, transportar, ensinar, tratar, fabricar, produzir alimentos, manter infraestrutura funcionando e criar experiências são atividades que não desaparecem simplesmente porque a inteligência artificial avançou.

O que pode mudar radicalmente é a maneira como essas atividades chegam ao consumidor. Um excelente profissional pode continuar existindo, mas talvez precise aprender a construir uma marca. Um restaurante pode continuar produzindo comida, mas talvez precise construir uma relação direta com seus clientes. Um prestador de serviços pode continuar oferecendo um trabalho excelente, mas precisará disputar atenção em um mercado cada vez mais digital.

Talvez a questão não seja se a tecnologia vai substituir essas pessoas. Talvez a questão seja quem conseguirá utilizar a tecnologia para vender melhor aquilo que continua precisando ser feito por pessoas.

A pergunta que realmente importa

Talvez o novo GAME não seja simplesmente descobrir qual produto vender. É descobrir quem controla a atenção, quem controla o consumidor, quem controla a distribuição, quem controla os dados, quem produz, quem assume o risco e quem captura a margem.

Essa será a estrutura desta investigação. Porque uma das maiores mudanças econômicas da próxima década pode não ser o desaparecimento da produção, mas a mudança de poder entre quem produz e quem controla o caminho até o consumidor.

É uma diferença que pode parecer abstrata, mas está presente em situações extremamente concretas. Está no restaurante que depende de aplicativo, no comerciante que depende de marketplace, no criador que depende de algoritmo e no profissional que depende de uma plataforma para encontrar clientes.

Se essa tendência continuar, possuir o produto talvez não seja suficiente. Saber produzir talvez não seja suficiente. Até mesmo ter uma boa empresa talvez não seja suficiente.

Será preciso entender o jogo.

O novo GAME

A proposta desta investigação é construir um mapa. Vamos observar dinheiro, crédito, trabalho, consumo, tecnologia, plataformas, comportamento e geopolítica, tentando enxergar o que existe por trás das mudanças que aparecem diariamente diante de nós.

Para cada transformação, precisamos fazer as mesmas perguntas: o que está crescendo? O que está diminuindo? Para onde o dinheiro está migrando? Quem está capturando esse dinheiro? Quem está assumindo o risco? Quem controla o consumidor? Essa mudança é passageira ou estrutural?

E finalmente existe a pergunta que talvez seja a mais importante para qualquer empresário: onde está a oportunidade?

Não basta saber que o mundo mudou. É preciso aprender a jogar no mundo que está surgindo. E talvez o verdadeiro GAME seja justamente este: não tentar preservar o mercado que está desaparecendo, mas descobrir qual mercado está nascendo.

FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES

O que é o novo GAME da economia?

O novo GAME é uma forma de analisar as transformações econômicas considerando tecnologia, plataformas, consumo, trabalho, capital, produção e distribuição. A principal questão é entender quem controla o valor e onde estão surgindo novas oportunidades.

As plataformas digitais estão acabando com o comércio tradicional?

Não necessariamente. As plataformas mudaram a maneira como consumidores e empresas se encontram, compram e vendem. O principal desafio para o pequeno empresário é evitar uma dependência excessiva de um único canal e construir também marca, relacionamento e canais próprios.

Quem pode ganhar dinheiro na nova economia?

Empresas e profissionais capazes de identificar para onde estão migrando o dinheiro, a atenção e o comportamento dos consumidores podem encontrar oportunidades. A questão não é apenas qual produto vender, mas entender quem controla a produção, a distribuição, os dados, o relacionamento e a margem.

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